8 Momentos onde a indústria esportiva acertou/errou com as redes sociais


A discussão sobre redes sociais e os esportes já está bem amadurecida na indústria, com exemplo de erros e acertos em diferentes níveis e plataformas. Do mal-uso de hashtags à recente tendência de consumo via Streaming, as redes sociais se tornaram um elemento fundamental para os fãs de esportes. É através delas que os fãs se manifestam: da celebração de um título ao desabafo de uma derrota, passando por aquela zuera ou curiosidade que acaba por impactar diretamente alguém ou alguma marca

O post de hoje traz alguns exemplos curiosos do que vimos nos últimos anos nesse relacionamento entre mercado esportivo e Internet, onde o comportamento dos fãs serviu como norte para o que vemos na prática atual.

1/O curioso caso de Cristiano Ronaldo

A história é simples, mas muito interessante: Em 2009 executivos do Facebook buscaram a Polaris Sports, gestora da imagem do Cristiano Ronaldo, e convidaram-no a abrir uma página no Facebook, com a promessa de que ele poderia conseguir 10 Milhões de Seguidores. Na época, a primeira resposta da Polaris foi bastante coerente: “Nós não acreditamos em você. Isso é o tamanho de Portugal! ”. Ainda assim, a página foi criada e em 2014 Cristiano Ronaldo se tornou o primeiro atleta a alcançar 100 Milhões de seguidores no Facebook. (Fonte)

2/O espaço 2.0 do Barcelona

Em 2013 o Barcelona lançou, em seu website, uma página dedicada à presença do clube nas Redes Sociais. Com dezenas de contas em diversas línguas, o clube decidiu centralizar todas as informações das contas oficiais em um único local. A página oferecia dados atualizados sobre a base de fãs em cada uma das redes sociais e dava ao clube a chance de impor sua voz oficial no ambiente digital. Ali o fã não tinha dúvidas sobre quais eram os perfis oficiais do Barcelona.

Hoje o clube disponibiliza um Social Wall em seu website com conteúdo gerado pelos fãs através de uma hashtag. Uma excelente forma de prestigiar a sua vasta comunidade de fãs.

3/São Paulo FC e o tratamento de conteúdo gerado pelos fãs

No mesmo período em que o Barcelona lançava a página 2.0, o São Paulo tinha, em sua estratégia de marketing digital, a preocupação com a valorização do conteúdo gerado pelo fã. O User Generated Content era constantemente representado na página Facebook do clube, que fazia também a live dos jogos e promoção de produtos.

Hoje a estratégia da página mudou, focando na história do clube e acompanhamento das novidades.

4/Aplicativo do Grêmio

O Grêmio foi o primeiro clube brasileiro a ter um aplicativo mobile. O aplicativo foi concebido em parceria com a NetcoSports, hoje FootballMan e já oferecia resultados ao vivo, calendário, informação do clube e integração com Facebook e Twitter.

5/Copa do Mundo no Brasil

Além de todas as questões referentes ao direito dos atletas de postarem ou não conteúdo nas redes sociais durante a competição, o aspecto curioso aqui referenciado envolve o quanto o mercado dos Estados Unidos acordou para o Futebol. Com o resultado esportivo impressionando até os que nem sabiam que Estados Unidos tinha equipe nacional de futebol, a repercussão no digital demonstrou o impressionante impacto do desempenho da Seleção na Copa:

O confronto entre Estados Unidos e Alemanha, pela 3ª rodada da fase de grupos, quebrou o recorde de pesquisas sobre um mesmo tema no Google Norte Americano. Desbancando tudo: da NFL às músicas, às pesquisas sobre games, tudo! (Fonte Financial Times)

6/Hashtags no Twitter

Ainda em 2014, o técnico do Florida State Football, Jameis Winston foi vítima dos famigerados trolls da Internet. A Universidade de Flórida abriu uma rodada ao vivo de Perguntas e Respostas para o técnico no Twitter através da Hashtag #askjameis.

Na realidade, 2014 foi um ano bastante perturbado para a estratégia de perguntas e respostas na indústria esportiva. Além de Jameis, a Puma criou uma campanha onde todos os fãs que mandassem um Tweet para a marca com a foto de um jogador usando material Puma ganharia um autógrafo personalizado na foto. O que os fãs fizeram? Mudaram seus nomes para que a mensagem ficasse engraçada na foto. O resultado foi hilário:

7/Impacto de um milagre: Leicester City

Em maio de 2016, Leicester City Football Club alcançou um título inesperado, que impactou diretamente na sua audiência global. Nos 9 meses seguintes, Leicester se tornou a marca britânica de crescimento mais rápido no Instagram. Sua base de fãs no Facebook cresceu 20%, os seguidores do Twitter em 25%, e incríveis 85% no Instagram. Demonstrando a potencial repercussão que um resultado esportivo pode ter: Global!

8/Monstrificando: O bloqueio de LeBron

Em Fevereiro deste ano o blog levantou a discussão sobre o impacto do digital na mensuração de patrocínios. O objeto? Esse bloqueio do LeBron James, realizado em 2016 e que repercute até hoje nas redes sociais. O ponto importante é que esse vídeo carrega consigo a marca da patrocinadora StateFarm, perfeitamente posicionada em diversos ângulos mostrados no replay.  O volume de replays que esse vídeo provocou levou diversos especialistas a questionarem se o valor precificado do patrocínio da marca estava considerando essa possibilidade de repercussão. Uma pergunta que ainda precisa de resposta.

Leia mais: Novas formas de consumo do esporte impactam a mensuração de patrocínios

Esses são alguns dos exemplos que a indústria vivenciou até chegarmos onde estamos com as redes sociais. O percurso foi longo e ainda apresenta desafios para os clubes e marcas. Com as novas tecnologias chegando, certamente teremos mais exemplos de estratégias bem sucedidas e questionáveis no mercado. Vamos acompanhando!

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Crédito da Img. Destaque: Barcelona Social Wall

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Daniel Maurin

Sobre Daniel Maurin

Daniel é Analista de Negócios e pesquisador da área de Gestão Esportiva e do Entretenimento . Acompanha principalmente as tendências de mercado e novos negócios incluindo os eSports, o movimento das marcas e o impacto tecnológico no esporte. No tempo livre gosta de gastar tempo descobrindo novos Games e novos Seriados.