Estratégia: Intel, Realidade Virtual, 360º, esportes


No dia 21 de junho a Intel anunciou seu patrocínio ao Comitê Olímpico Internacional. O novo acordo, que vai até 2024, ocorre uma semana após a saída antecipada da McDonalds, um dos parceiros mais velhos das Olimpíadas, e que mudou sua estratégia de investimentos em marketing. Veja mais aqui.

A Intel entrou na categoria TOP de patrocinadores do COI e anunciou que disponibilizará tecnologia 5G, de realidade virtual, plataformas de inteligência artificial e drones para, por exemplo, filmagens e jogos de luzes durante as Olimpíadas.

O forte investimento da Intel nos esportes não é novidade. Neste post trazemos mais detalhes sobre o propósito e as ambições da empresa de tecnologia no universo do espetáculo esportivo. Especificamente com a tecnologia VR e 360º

A verdade é que estamos na era da experiência do fã e a tecnologia nunca esteve tão presente e nunca fez tanto sentido no espetáculo esportivo quanto agora.

“Como se você estivesse lá”

A Intel faz parte de um grupo abrangente de multinacionais de tecnologia investindo em soluções para otimizar a experiência do fã de esportes. Cisco, Apple, Microsoft, GE, Samsung estão entre várias outras com apetite para explorar as plataformas esportivas e testar suas soluções tecnológicas.

No caso da Intel, suas ambições estão orientadas à experiência de imersão do fã nos eventos esportivos ao vivo, associando a emoção do tempo real com o desejo individual de cada espectador.

A Major League Baseball e a Intel já possuem acordo para transmissão de jogos regulares em realidade virtual (VR) nas próximas três temporadas. Dentro dos estádios, os técnicos da Intel capturam e processam imagens de várias câmeras Intel True VR, caracterizada pela alta capacidade de captação de dados por hora. Em seguida distribuem os replays já estruturados para os fãs.

 

O foco da tecnologia é impactar o fã que consome o esporte ao vivo sem sair de casa. A missão da Intel é conseguir promover uma experiência “como se você estivesse lá” para este fã. Para tal, a empresa planeja compreender melhor as expectativas individuais e criar iniciativas que coloque cada fã no centro das ações de sua equipe favorita.

A Intel já teve um projeto semelhante com a NBA no qual os fãs assistindo os jogos através do aplicativo True VR da Intel no headset Gear VR da Samsung poderiam escolher assistir os jogos entre vários ângulos de câmera, cada um dos quais lhes daria uma visão ampla e imersiva da ação.

Na parceria com a MLB, a Intel quer criar destaques 3D-360º personalizados e permitir o compartilhamento em redes sociais.

“Estamos empolgados em trabalhar com alguém como Intel, [um] líder no espaço de tecnologia esportiva”, disse Kenny Gersh, vice-presidente executivo de negócios da Major League Baseball Advanced Media, “definir a experiência de VR para baseball [E] apresentar o jogo de uma maneira diferente aos nossos fãs “. – Em entrevista à FastCo

Nesse projeto, a Realidade Virtual é uma tecnologia pilar. Ainda que não esteja popularizada, a Intel vê o VR como uma tecnologia incipiente, que mostra um caminho promissor na transformação da experiência de visualização de esportes e entretenimento – uma maneira futura de promover a imersão na ação.

No futuro os fãs poderão customizar a própria experiência com o espetáculo ao vivo, escolher os pontos de vistas, o nível de detalhamento, possivelmente poder se “deslocar” dentro do campo enquanto a ação acontece.

Os desafios técnicos da tecnologia

O vídeo abaixo mostra um replay de uma enterrada do LeBron James vista em 360 ​​graus. Uma verdadeira mágica realizada por mais de uma dúzia de câmeras 4K montadas por toda a arena e sincronizadas por algoritmos que combinam automaticamente todas as imagens juntas em um replay incrível.

Por enquanto, estamos limitados aos replays estáticos pré-formatados para TV e redes sociais oficiais. Em 2017 devemos ter mais replays de jogadas fantásticas da NFL, por exemplo, cujos estádios receberam recentemente câmeras 4K e 5K.

No Levi’s Stadium, casa dos 49ers, a Intel instalou 38 câmeras 5K em pontos estratégicos para capturar jogadas em qualquer área do campo. Fãs poderão ver até 11 desses replays por jogo – geralmente os “momentos de mudança de jogo” que determinam quem ganha ou perde serão destacados.

Curiosamente, o algoritmo leva menos de 1 minuto para produzir um replay de 15 segundos, estando o desafio de selecionar o melhor recorte nas mãos dos técnicos da Intel e do broadcaster interessado.

A produção é internalizada dentro de cada estádio. No futuro, espera-se poder centralizar todo o processamento dos clipes em um único local, reduzindo os custos e aumentando a escala.

Em um ou dois anos, acredita-se que os fãs serão capazes de controlar esses destaques em seus dispositivos móveis: escolher os replays que eles querem assistir e, eventualmente, controlar os ângulos da câmera.

Essa é a pepita de ouro deste projeto: Levar o fã do esporte cada vez mais próximo da ação do seu time e atleta preferido.

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Crédito Img. Destaque / True VR

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